Professores mexicanos manifestam na Cidade do México por aumentos salariais de até 100% a poucas horas da abertura da Copa do Mundo de 2026. A mobilização, que inclui bloqueios de vias estratégicas, aumenta a tensão no país e coloca em risco a realização do torneio.
A pressão por reajustes salariais ocorre em meio à visibilidade global do evento esportivo. A Coordenadoria Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), ala mais combativa, convocou greve nacional e exige o aumento de 100%, proposta que o governo federal rejeitou por considerá-la inviável. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação (SNTE) defende um reajuste de 13% para 2026, alegando que a inflação reduziu o poder de compra da categoria.
Os atos, que mobilizam principalmente professores da educação básica, registraram confrontos com forças de segurança e vandalismo. Manifestantes ocuparam a fan zone no Zócalo e bloquearam avenidas importantes. A presidente Claudia Sheinbaum classificou os atos como uma “provocação”, mas o governo evitou repressão mais dura para não prejudicar a imagem do país internacionalmente.
Os impactos já atingem a rotina da capital e a economia. Estimativas apontam perdas de cerca de R$ 119 milhões devido a bloqueios, interrupções logísticas e vandalismo. Os manifestantes utilizaram o lema “sem solução, a bola não rola” durante os protestos.


