A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o acordo de livre comércio entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). O texto segue agora para votação no Senado. O pacto, assinado em setembro de 2025 no Rio de Janeiro, prevê isenção de tarifas para cerca de 97% das transações do Brasil com o bloco.
A EFTA, formada por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, é uma organização comercial criada em 1960. Os quatro países do grupo somam uma população de 15 milhões de pessoas e um PIB de 1,4 trilhão de dólares. O acordo é estruturado em 16 capítulos, abrangendo comércio de bens, serviços, investimentos, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável.
As previsões do acordo incluem isenção de tarifas para aproximadamente 97% das transações brasileiras com a EFTA, com redução gradual de tarifas para cerca de 1,2%. Produtos agrícolas, como laticínios e chocolates, serão incluídos sob quotas tarifárias. Os países da EFTA, por sua vez, eliminarão 100% das tarifas de importação nos setores industrial e pesqueiro na entrada em vigor.
O acesso em livre comércio de produtos brasileiros pode atingir quase 99% do valor exportado. O Brasil também terá acesso a quotas agrícolas oferecidas por Suíça, Liechtenstein e Noruega para itens como carne bovina, carne de aves, milho e óleos vegetais, segundo o texto.


