Operações federais na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, resultaram em um prejuízo estimado de R$ 93,3 milhões ao garimpo ilegal desde o final de março. A força-tarefa, composta por ministérios e órgãos federais, executou 1.090 ações no território, que é o local com maior número de alertas de exploração clandestina no Brasil, segundo a Operação Amazônia Nativa (Opan).
No período analisado, 124 pessoas foram conduzidas à Delegacia da Polícia Federal. Dessas, 45 foram presas em flagrante por estarem envolvidas com a atividade ou por possuírem equipamentos e insumos usados na exploração irregular de ouro. O balanço aponta que o valor do prejuízo corresponde à destruição ou apreensão de estruturas criminosas.
Entre os materiais apreendidos estão 29 escavadeiras hidráulicas, 284 geradores, 345 máquinas de pequeno porte, 726 motores de garimpo e 81 motocicletas. Além disso, a coordenação da operação informou a apreensão de mais de 1,5 tonelada de explosivos, material usado no método de “garimpo de filão”, que fragmenta rochas para extração de ouro.
A Terra Indígena Sararé, que abriga 201 indígenas do povo Nambikwara, possui cerca de 67 mil hectares, sendo que 4,2 mil hectares foram afetados pela exploração ilegal. O governo federal afirma que a operação visa garantir a segurança dos indígenas e conter o avanço da atividade clandestina.


