A Polícia Federal negou o depoimento de um banqueiro preso à CPI do São Roque Prev, que investiga investimentos de R$ 90 milhões do instituto de previdência municipal no Banco Master. A negativa foi informada nesta terça-feira (9) durante a sétima reunião dos vereadores que apuram a crise financeira da instituição.
A crise do Banco Master levou à liquidação determinada pelo Banco Central em novembro do ano passado e à prisão do dono da instituição. Segundo os vereadores que compõem a CPI, a negativa da PF foi enviada ao Legislativo por e-mail. Os parlamentares informaram que a tentativa de ouvir o banqueiro será realizada de forma remota, por meio do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a sétima reunião, foi ouvida uma ex-membro do Conselho Deliberativo do São Roque Previ, Lizete de Fátima. Ela declarou não se recordar de ter assinado duas atas sobre os investimentos, uma que autorizava a aplicação e outra que tratava de riscos. A ex-membro recordou-se apenas da ata que dava aval aos investimentos, afirmando que não havia riscos.
A investigação foca em investimentos suspeitos, como a compra de R$ 93 milhões em Letras Financeiras do Banco Master. Uma ex-conselheira anterior afirmou que a decisão de investir foi baseada em recomendação de uma empresa de consultoria, que indicou maior potencial de lucro para o instituto.

