O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para investigar a suficiência dos protocolos de segurança da Sabesp em obras subterrâneas na capital. A apuração visa identificar falhas estruturais após a explosão ocorrida na comunidade Nossa Senhora das Virtudes 2, no Jaguaré, em maio.
O novo procedimento, conduzido pela Promotoria de Habitação e Urbanismo, tem escopo mais amplo que a investigação específica do acidente. O objetivo é avaliar a “suficiência, efetividade, rastreabilidade, integração institucional e conformidade regulatória dos protocolos de segurança” adotados pela companhia em intervenções que envolvem escavações e redes subterrâneas.
A Sabesp declarou total disposição em colaborar com as autoridades. A empresa informou que implementou medidas adicionais, como triplicar o número de fiscais em campo e adotar monitoramento 24 horas com apoio de inteligência artificial para reforçar a fiscalização.
O documento da Promotoria cita que mais de 30 obras da Sabesp foram suspensas preventivamente para revisão de procedimentos técnicos. O Ministério Público determinou que a companhia apresente, em até 30 dias, cópias de seus protocolos de planejamento e execução de obras. Além disso, foram requisitadas informações à Comgás, à Arsesp, ao Tribunal de Contas do Estado e a outros órgãos.

