A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) em meio a impasses geopolíticos que afetam a logística do torneio nos Estados Unidos, Canadá e México. Restrições de visto e a situação da seleção do Irã expõem tensões diplomáticas entre os países envolvidos.
A participação do Irã no Mundial gerou incertezas desde fevereiro, após ataques aéreos entre os Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica. Embora o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tenha confirmado a presença da equipe, a federação iraniana transferiu o centro de treinamento para o México. Contudo, a seleção enfrentou dificuldades burocráticas, com a liberação de vistos para jogadores ocorrendo apenas dez dias antes do início da Copa.
A FIFA revogou ingressos para torcedores iranianos nas três partidas da fase de grupos nos EUA. A federação iraniana lamentou o ocorrido, declarando impossibilidade de fornecer as entradas. O Irã disputará jogos em Los Angeles, Seattle e em outros locais, conforme o cronograma estabelecido.
Outro ponto de tensão envolve a arbitragem. Um árbitro da Somália foi deportado dos Estados Unidos após ter seu visto negado e foi excluído pela FIFA. A entidade afirmou não ter poder para intervir no processo, atribuindo a decisão ao governo anfitrião. Além disso, delegações, como a do Senegal, passaram por fiscalizações rigorosas nos aeroportos americanos.


