Um CEO com 25 anos de experiência em tecnologia afirma que o debate sobre Inteligência Artificial se tornou histérico, descolado da realidade operacional. O executivo compara o impacto da IA a mudanças anteriores, como a internet e a computação em nuvem, defendendo uma abordagem cautelosa e focada em resultados.
O líder de empresas de tecnologia financeira disse que a maneira como a IA é discutida em salas de diretoria e com investidores perdeu o caráter ponderado. Ele questionou se a IA se assemelha mais à internet, que forçou a reinvenção de negócios, ou à computação em nuvem, que aumentou a eficiência sem alterar radicalmente os modelos operacionais.
Em sua experiência, a implementação da IA deve seguir essa lógica. Embora existam setores que serão transformados ou destruídos pela tecnologia, o autor citou um atendimento de IA do DoorDash como exemplo de eficiência superior. Contudo, em sua organização, a Capitolis, o investimento em IA ainda está em fase exploratória, visando ganhos de produtividade, como 25% com desenvolvedores, mas sem retornos consolidados.
O executivo alertou que o barulho do mercado, que trata a IA como uma ameaça existencial imediata, é prejudicial. Ele afirmou que, para muitos negócios saudáveis, a IA funcionará como uma ferramenta de eficiência, similar à computação em nuvem, e não como uma obrigação de reescrever o modelo de negócios. A decisão, segundo ele, deve ser independente e baseada no retorno sobre o investimento.

