Autoridades de Hong Kong denunciaram sete pessoas e duas empresas em conexão com o incêndio que matou 168 pessoas em um complexo residencial no distrito de Tai Po, no norte da região. A tragédia, ocorrida em novembro de 2025, foi a maior do tipo na cidade nas últimas décadas.
As acusações, apresentadas pelo governo de Hong Kong, abrangem 25 crimes, incluindo homicídio culposo, conspiração para fraudar, lavagem de dinheiro, tentativa de obstrução da Justiça e evasão fiscal. Entre os acusados estão diretores e inspetores de uma empresa de consultoria e o principal empreiteiro responsável pela reforma do conjunto.
A investigação apontou falhas graves nos sistemas de segurança. Segundo o advogado Victor Dawes, que atua perante uma comissão independente, a maioria dos mecanismos de proteção falhou “devido a erros humanos”. O sistema de alarme contra incêndios de sete das oito torres estava desativado durante as obras, o que reduziu o tempo de evacuação dos moradores.
A causa inicial do fogo foi um cigarro aceso que tocou materiais inflamáveis. A rápida disseminação das chamas foi favorecida pela presença de andaimes tradicionais de bambu e redes plásticas nas estruturas. O caso gerou debate sobre os padrões de segurança em reformas residenciais na região.


