A Copa do Mundo, que passará a contar com 48 seleções, enfrenta críticas sobre a manutenção da qualidade esportiva e a experiência do público. A mudança, que aumenta o número de jogos para 104 em 39 dias, levanta preocupações sobre a isonomia competitiva e a atratividade do torneio.
A expansão do torneio atende à realidade da globalização e ao crescimento da ambição das seleções. Contudo, o novo formato impõe desafios significativos. A fase de grupos terá 72 jogos, mais do que uma Copa inteira no formato anterior, para eliminar um terço dos participantes, o que agride a isonomia competitiva, segundo análises do evento.
O calendário também se altera drasticamente: serão 104 partidas em 39 dias, com 27 dias de largada sem pausa. Essa maratona pode fazer com que a sensação de vivência única de cada jogo se perca. Além disso, a inclusão de mais times com menores ambições aumenta a chance de estratégias conservadoras, onde três empates podem bastar para avançar.
Apesar dos riscos esportivos, a expansão visa atender a uma lógica de negócio bilionária. A FIFA espera arrecadar quase R$ 50 bilhões com o evento. O torneio, que se espalha por vários países, perde o conceito de um centro nervoso, mas segue a tendência de ampliação das competições no esporte.


