Um papa da Igreja Romana, Lleó XIV, realizou discursos e participou de eventos em Castela e Catalunha. Os grupos liberais locais não apresentaram objeções ou blasfêmias ao líder religioso, que optou por focar em temas morais em vez de doutrinas de fé.
A ausência de queixas desse setor não se deve apenas à descrença, mas também à estratégia do líder. Segundo o texto, Lleó XIV não insistiu em exigir que as pessoas tivessem fé, acreditassem na divindade de Jesus Cristo ou na virgindade de Maria, nem adorassem a Santíssima Trindade.
O líder limitou-se a divulgar conceitos de ordem moral. Para ele, esses temas possuem uma base evangélica, mas para os grupos liberais, eles se enquadram no direito natural e no direito das gentes. Essa abordagem é considerada apropriada ao se falar em um país que não possui uma confissão religiosa única.

