A China enfrenta o desafio de conter o tabagismo diante do envelhecimento populacional e do aumento de doenças crônicas. Especialistas defendem que o aumento de impostos sobre o tabaco é uma medida eficaz para reduzir o custo econômico, que atingiu 2,43 trilhões de yuans em 2020.
Segundo especialistas, o uso do tabaco envolve fatores complexos, como preço, marketing e cultura. Um técnico da Iniciativa Livre de Tabaco do Escritório de Representação da Organização Mundial da Saúde na China declarou que a política tributária tem um impacto mais direto e de curto prazo que campanhas públicas.
Dados calculados por uma equipe da Universidade de Negócios Internacionais e Economia mostram que o custo do tabagismo na China cresceu de 1,4 trilhão de yuans em 2012 para 2,43 trilhões de yuans em 2020. Esse ônus é 1,6 vezes maior que a receita gerada pela indústria do tabaco. O professor Rong Zheng argumentou que o foco deve ser o dreno de recursos públicos por doenças, e não apenas a receita da indústria.
A diretora do departamento de controle do tabaco do Hospital da Amizade China-Japão, Dan Xiao, afirmou que cerca de 100 milhões de fumantes desejam parar. Ela explicou que preços mais altos criam pressão econômica direta, incentivando a redução do consumo, especialmente entre jovens de baixa renda.
Pesquisas internacionais confirmam a eficácia da medida. Um especialista da Universidade de Oxford observou que aumentos de impostos são uma estratégia global comprovada, citando que na França, o consumo diário caiu de 6 para 3 em 15 anos. Para otimizar a política, especialistas sugerem que a China aumente a proporção de impostos específicos em relação aos ad valorem.


