A Turquia emprestou mais de 220 artefatos da antiga cidade de Troia para uma exposição em Roma, que visa destacar as raízes anatólias do sítio arqueológico. Os itens estarão em exibição no Coliseu até meados de outubro.
As ruínas de Troia, localizadas na costa do Mar Egeu, são Patrimônio Mundial da UNESCO e abrangem 185 hectares. Reyhan Korpe, especialista em história antiga da Universidade de Çanakkale, afirmou que os troianos pertenciam aos povos da Anatólia na época da Guerra de Troia. Segundo Korpe, o conflito, ocorrido por volta de 1200 a.C., representa o primeiro confronto entre Oriente e Ocidente.
Entre os destaques da mostra, há um selo de bronze com hieróglifos, descoberto em 1995. Sinem Duzgoren, diretora do museu, explicou que este é o único vestígio de escrita em Troia redigido em língua anatólia, o que comprova que a primeira língua falada ali era a dos povos luvitas.
A exposição também inclui diversas armas utilizadas em conflitos da época, como lanças e pedras para fundas. Korpe comentou que, apesar do filme “Troia” (2004) ter reacendido o interesse internacional pela cidade, os produtores não visitaram o sítio durante as descobertas mais importantes.


