ETFs de mercados emergentes superaram o S&P 500 em 2026, com o iShares MSCI Emerging Markets ETF (EEM) apresentando ganhos significativos. O desempenho superior é atribuído à desvalorização do dólar, à concentração em semicondutores e à convergência de lucros entre as regiões.
O EEM registrou um ganho de cerca de 29% no ano até junho, enquanto o SPDR S&P 500 ETF (SPY) subiu 8%, segundo dados de mercado. Essa diferença de desempenho reflete uma dominância dos mercados emergentes que se acentuou ao longo da primavera. A carteira do EEM concentra cerca de 25% em empresas ligadas ao ciclo de semicondutores, como Taiwan Semiconductor, Samsung Electronics, SK Hynix e MediaTek.
Três fatores impulsionaram essa performance. O primeiro é a fraqueza do dólar, que beneficia investidores em mercados emergentes, pois os ativos são precificados em moedas locais. O segundo é a realocação global de capital. O terceiro é a convergência de lucros, visto que o crescimento de lucros nos mercados emergentes alcançou o dos Estados Unidos, impulsionado pelo relaxamento monetário na região.
Apesar de um recuo recente de 7% no EEM, o cenário de longo prazo permanece, pois os indicadores chave — dólar em patamar baixo, ciclo de semicondutores aquecido e fluxo de capital — não apresentaram reversão. A análise aponta que a manutenção desses fatores determinará se a liderança do EEM sobre o SPY se sustenta ou se encerra.


