Mais da metade dos adultos americanos não pretende acompanhar os jogos da Copa do Mundo 2026 pela televisão, segundo pesquisa do instituto Morning Consult. O levantamento, realizado no fim de maio, mostrou que apenas 13% dos entrevistados têm certeza de assistir às 104 partidas em casa, apesar do torneio ser sediado nos Estados Unidos, México e Canadá.
Os dados revelam diferenças geracionais no engajamento. A geração Z demonstrou maior entusiasmo pelo evento. Em contraste, os baby boomers, na faixa dos 60 e 70 anos, apresentaram menor interesse, com cerca de três quartos afirmando não ser fãs de futebol. A pesquisa também indicou que quase quarenta por cento dos entrevistados não tiveram qualquer contato com o torneio até a data do levantamento.
O principal ponto negativo citado pelos americanos foi o alto custo dos ingressos. Cerca de 30% dos entrevistados estavam cientes dos valores elevados, o que motivou pedidos de revisão por quase 70 integrantes do Congresso dos Estados Unidos. Outro tema mencionado foi a concessão do prêmio da Fifa ao presidente dos EUA, Donald Trump.
Apesar do baixo interesse, grandes empresas investiram milhões em publicidade. Coca-Cola e Nike foram as marcas mais lembradas. Contudo, setores econômicos esperavam um impulso, mas relatam demanda menor. Uma companhia aérea argentina reduziu voos para torcedores, e a rede Shake Shack revisou para baixo suas projeções de vendas.


