Um analista de commodities afirmou que a demanda global por cobre nos próximos 18 anos pode atingir o volume minerado em dez mil anos. O cenário é impulsionado pela eletrificação da rede, veículos elétricos e data centers, somado a restrições na oferta de novas minas.
Segundo o analista, o consumo atual de cobre é de 30 milhões de toneladas anuais. Ele explica que a demanda crescerá significativamente com a eletrificação, mesmo antes de considerar o impacto da inteligência artificial. Relatórios de órgãos de análise indicam que a demanda pode chegar a 42 milhões de toneladas métricas até 2040, com alertas de déficit superior a 10 milhões de toneladas métricas para o mesmo período.
O principal entrave é a oferta. O analista aponta que poucas minas de primeira linha entrarão em operação antes de 2030, e a construção de novas jazidas leva entre sete e doze anos. Essa inelástica oferta sustenta a previsão de que o preço do cobre pode dobrar, dado que os futuros recentemente ultrapassaram US$ 6,60 por libra.
Além da dinâmica de oferta e demanda, o analista relaciona a matéria-prima à vulnerabilidade estratégica dos Estados Unidos. O cobre foi incluído na Lista de Minerais Críticos do USGS, e uma tarifa de 50% sobre importações entrou em vigor em 2025. Adicionalmente, o analista utiliza o argumento da desvalorização monetária, citando a dívida federal de US$ 40 trilhões, defendendo ativos físicos como proteção.


