A Copa do Mundo 2026 terá início na quinta-feira (11) sob ameaças típicas do verão norte-americano, como calor extremo, umidade e tempestades. Cientistas do esporte alertam para riscos climáticos evidentes no torneio que abrange Canadá, México e Estados Unidos.
As previsões sazonais apontam temperaturas acima do normal em grande parte dos Estados Unidos. A umidade vinda do Golfo do México pode intensificar tempestades e condições severas nas primeiras semanas do evento. A preocupação não é apenas a temperatura do ar, mas a temperatura de bulbo úmido, que mede o estresse térmico no corpo.
A World Weather Attribution informou que cerca de um quarto das partidas poderá ocorrer em condições que ultrapassam os limites de segurança recomendados. Chris Minson, professor de fisiologia da Universidade de Oregon, explicou que os atletas geram calor interno significativo durante o exercício. Ele declarou: “Setenta e cinco por cento de toda a energia que utilizamos durante o exercício é convertida em calor”.
A alta umidade representa um desafio, pois o suor só resfria o corpo quando evapora. Uma pesquisa da Climate Central mostrou que as mudanças climáticas aumentaram a probabilidade de calor afetar o desempenho em 97 de 104 partidas. Para o jogo entre Uruguai e Espanha, em Guadalajara, em 26 de junho, há 70% de chance de o calor prejudicar o desempenho.


