O Bank of America reduziu sua exposição a ações brasileiras de overweight para marketweight, ou neutro, na carteira da América Latina. A mudança reflete um cenário mais desafiador para juros e expectativas de lucros mais fracas. O banco projeta a taxa Selic em 14,25% ao final de 2026.
A equipe econômica do banco elevou a projeção da Selic para 14,25% no fim de 2026, contra 13,25% anterior. Segundo David Beker e sua equipe de estratégia, os riscos de inflação permanecem elevados em função da fraqueza do real, enquanto a volatilidade eleitoral aumenta no país. O banco mantém oportunidades seletivas, preferindo bancos preparados para um ambiente de crédito mais deteriorado.
Em ajustes na carteira, o Bank of America removeu Sabesp, Ecorodovias e Ânima, citando falta de catalisadores de curto prazo ou atratividade em um cenário de juros altos prolongados. Em contrapartida, o banco elevou a exposição a Chile e Colômbia, e manteve overweight na Argentina. No Chile, a expectativa de crescimento do PIB impulsionado por reformas favorece a manutenção da exposição.
Para o México, o banco mantém a visão cautelosa, identificando fatores contrários como crescimento mais fraco do PIB e maior probabilidade de revisões anuais do USMCA. A carteira do Bank of America para a América Latina mostra que o Brasil possui uma exposição de 55,5%, enquanto o MSCI LatAm registra 58,7%.

