O senador Efraim Filho (PL-PB) defendeu nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala 6×1 deve ser acompanhada de flexibilização da jornada de trabalho. Segundo o congressista, a redução da carga horária precisa de medidas que ampliem a liberdade dos trabalhadores e reduzam o impacto nas empresas.
Efraim Filho afirmou que a discussão central no Senado não será apenas a diminuição da jornada, mas como compensar os custos para o setor produtivo. O senador declarou que a redução da jornada pode ocorrer, mas exige a participação do governo na mitigação desse impacto. Ele também manifestou apoio à jornada flexível, defendendo que modelos modernos permitem mais tempo para descanso e convívio familiar.
O congressista mencionou a PEC do Trabalho Flexível, protocolada por Rogério Marinho (PL-RN), como um caminho para modernizar as relações trabalhistas, permitindo maior autonomia entre empregadores e trabalhadores. Efraim Filho declarou que a sociedade apoia a modernização, mas o ônus financeiro não pode ser exclusivo dos empreendedores, exigindo contribuição governamental.
Para viabilizar a mudança, o senador sugeriu que a discussão inclua desoneração da folha de pagamentos, redução de encargos sociais e diminuição de impostos. Ele alertou, contudo, que a adoção imediata das novas regras pode gerar pressão inflacionária e aumentar custos empresariais, ressaltando que essa avaliação é de senadores envolvidos nas negociações.


