O bilionário Bill Gates compareceu ao Congresso dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 10, para depor a uma comissão da Câmara dos Representantes. A audiência investiga possíveis laços de figuras públicas com Jeffrey Epstein, acusado de comandar rede de exploração sexual de menores.
O cofundador da Microsoft e presidente da Fundação Gates foi ouvido a portas fechadas pelo Comitê de Supervisão da Câmara. Gates declarou que participou da audiência voluntariamente, esperando que seu testemunho ajudasse na busca por justiça para as vítimas. A convocação ocorreu após o Departamento de Justiça americano divulgar documentos contendo registros de encontros, mensagens e fotografias envolvendo empresários e políticos com Epstein.
Os arquivos mostram que a relação entre Gates e Epstein começou em 2011 e durou até pelo menos 2014. Apesar da exposição, Gates não é acusado de participação nos crimes atribuídos ao financista. O empresário afirmou que os encontros tinham foco filantrópico e negou ter conhecimento dos abusos. Um porta-voz do bilionário reiterou que ele jamais testemunhou ou participou de atividades ilegais relacionadas a Epstein.
A Fundação Gates reconheceu que alguns funcionários se reuniram com Epstein após ele alegar poder mobilizar recursos para projetos de saúde. Contudo, a instituição informou que nenhuma parceria foi firmada. Em fevereiro, Gates classificou sua associação com Epstein como “um grande erro”, mas manteve a negativa de envolvimento com vítimas.

