A Polícia Militar de São Paulo oficializou a transferência para a reserva do tenente-coronel acusado de feminicídio e fraude processual. A decisão, publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (9), coloca o oficial, preso preventivamente desde 18 de março, fora do serviço ativo.
A transferência do oficial para a reserva ocorreu em conformidade com a legislação vigente, segundo nota da PM. O caso envolve o feminicídio de uma soldado, ocorrido em 18 de fevereiro no apartamento do casal na capital paulista. Inicialmente, o tenente-coronel reportou o ocorrido como suicídio, mas laudos do Instituto Médico Legal (IML) apontaram marcas de agressão incompatíveis com a versão.
O advogado da família da vítima manifestou espanto com a celeridade da medida, alegando que ela demonstra privilégios. Ele afirmou que a aposentadoria não impede o Conselho de Justificação, que deve levar à demissão do militar.
A PM esclareceu que o vínculo financeiro do oficial é com a São Paulo Previdência (SPPrev). A instituição declarou que a perda de posto e patente, e de remuneração, só pode ocorrer após decisão definitiva do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo. Além disso, um Conselho de Justificação foi instaurado em 31 de março de 2026.

