O Partido Social Democrata (PSD) protocolou no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) uma representação por improbidade administrativa. A ação mira o ex-secretário da Polícia Civil, o ex-governador e um delegado, devido à condução da prisão de um vereador em março deste ano.
O pedido se baseia na prisão do vereador, que estaria envolvido em suposta negociação com um traficante do Comando Vermelho (CV) para obter autorização de campanha em comunidade controlada pela facção. O PSD alega múltiplos abusos e ilícitos na deflagração da prisão e no uso do aparato policial para perseguição política.
O partido questiona a condução dos interrogatórios realizados pelo delegado, que qualificou familiares do investigado como “voluntários”, mas que foram ouvidos sem a presença de advogado. Além disso, o PSD argumenta que a operação não seguiu o controle do Ministério Público fluminense em parceria com o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A defesa do PSD sustenta que a detenção teria sido motivada por aliança política do vereador com o então prefeito. Segundo a peça, o ato se configuraria como “mais uma evidência de abuso de poder, de perseguição, de desrespeito deliberado e consciente ao devido processo legal, de perseguição política”.

