Especialista do Google DeepMind afirmou que o uso consciente da inteligência artificial em ambientes educacionais é fundamental para prevenir que estudantes desenvolvam preguiça intelectual. A profissional defendeu que a mudança cultural e o aprendizado guiado são chaves para integrar a tecnologia sem prejudicar o raciocínio dos jovens.
A especialista apontou que a adoção da IA exige uma mudança cultural, priorizando o debate sobre o uso adequado da ferramenta. Segundo Lila Ibrahim, do escritório de alfabetização em Inteligência Artificial do Google DeepMind, é necessário evitar que os jovens dependam apenas da tecnologia para obter respostas prontas.
Uma das soluções propostas é o chamado “aprendizado guiado”. Essa abordagem faz com que as tecnologias conduzam o estudante por etapas do raciocínio, estimulando a curiosidade e o pensamento crítico. A especialista explicou que é importante que a ferramenta não seja apenas um “sabe-tudo”.
Ibrahim também enfatizou o papel dos adultos no processo. Ela sugeriu que a IA possa servir como ponto de partida para discussões em sala de aula. Os responsáveis devem manter um humano no comando da tecnologia, orientando como o ensino deve ocorrer com os alunos.

