Gianni Infantino, presidente da Fifa, lamentou a negativa de entrada do árbitro somali Omar Artan nos Estados Unidos para a Copa do Mundo 2026. Em coletiva na Cidade do México, o mandatário declarou que a organização não possui poder para intervir em questões migratórias do governo americano.
Infantino disse que a entidade que governa o futebol mundial tentou resolver a situação, mas deve respeitar que “não somos os reis do mundo que podem mandar em governos e forças policiais”. O árbitro somali, que estava prestes a ser o primeiro somali a apitar no torneio, foi impedido pelo Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.
O árbitro afirmou à imprensa que foi interrogado por autoridades de fronteira sobre possíveis vínculos com o grupo militante somali Al Shabab. Além disso, o presidente da Fifa abordou os problemas de migração envolvendo o Irã, que concorre no Mundial. Pedidos de visto foram negados a 14 integrantes da delegação iraniana para os EUA.
Apesar dos obstáculos logísticos, Infantino confirmou a participação do país do Oriente Médio. Ele explicou que garantiu a presença dos iranianos, após visitar a equipe na Turquia e na Itália, e prometeu que eles participariam da Copa.

