A defesa de um ex-banqueiro busca destravar negociações com a Procuradoria-Geral da República (PGR) após a Polícia Federal (PF) apresentar resistência à segunda proposta de delação premiada. Integrantes da PF avaliam uma resposta ainda nesta semana, mas a tendência inicial é de rejeição do material, segundo relatos.
Os investigadores da PF sustentam que os anexos apresentados até o momento não contêm fatos inéditos ou elementos de corroboração suficientes para justificar o avanço do acordo de colaboração. Contudo, a PGR segue analisando o material sem prazo definido, examinando a consistência das informações e a utilidade prática dos elementos oferecidos para as investigações.
Apesar da percepção de insuficiência dos anexos, a PGR demonstrou disposição para aprofundar o escrutínio e analisar complementações. A estratégia da defesa foca em convencer a Procuradoria sobre a relevância das informações, pois um parecer favorável da PGR poderia superar as reservas da PF.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça já indicou que a colaboração deve avançar somente com fatos efetivamente inéditos e relevantes. Ele também sinalizou a importância de uma posição conjunta entre a PF e a PGR, embora não haja determinação legal para que o acordo seja assinado conjuntamente.


