A rejeição histórica e a violência contra gatos de pelagem escura persistem no Brasil, alimentadas por crenças antigas. Organizações de proteção animal indicam que felinos pretos enfrentam maior dificuldade em encontrar lar. Para mudar esse cenário, tutores devem adotar medidas de segurança e combater o preconceito.
O estigma contra felinos escuros remonta à Idade Média, quando associações negativas foram consolidadas. Atualmente, esse preconceito se manifesta em datas específicas, como Halloween e sextas-feiras 13, com aumento de denúncias de violência física, segundo organizações não governamentais e clínicas veterinárias. Uma pesquisa da Petlove, envolvendo 18 ONGs brasileiras, revelou que cerca de 21% dos animais em abrigos aguardando adoção possuem pelagem preta.
Para garantir a segurança diária, é fundamental que o tutor instale telas de proteção reforçadas em todas as janelas e varandas. Além disso, o enriquecimento ambiental, com arranhadores e brinquedos, estimula o felino e reduz o interesse em fugir. A microchipagem e coleiras seguras também são recomendadas para identificação em caso de acidentes.
Em períodos de risco, como as semanas que antecedem o Halloween, o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e ONGs sugerem suspender doações para evitar que os animais sejam usados em práticas de crueldade. É importante lembrar que maus-tratos contra cães e gatos são crime federal, previsto na Lei nº 14.064/2020, com pena de reclusão de dois a cinco anos.


