A definição do próximo presidente do Peru pode se estender por semanas após o segundo turno realizado no domingo (7). A autoridade eleitoral informou que o resultado final entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez pode demorar até o fim de junho para ser proclamado.
A demora ocorre devido à combinação de uma disputa extremamente apertada e às regras do sistema eleitoral peruano. Com cerca de 18 milhões de votos contabilizados, Roberto Sánchez mantém uma vantagem de aproximadamente 20 mil votos sobre Keiko Fujimori, margem considerada estreita para declaração antecipada de vencedor.
Outro fator é a pendência de resultados de cerca de 4% das seções eleitorais, incluindo áreas remotas da Amazônia e votos de peruanos residentes no exterior. A logística de transporte e validação desses votos contribui para a lentidão. Além disso, o processo de análise de contestações exige a revisão de atas questionadas, com estimativas de 400 mil votos sob avaliação.
O histórico recente do país demonstra cautela, visto que o primeiro turno levou mais de 30 dias para ter resultado oficial. Observadores da União Europeia afirmaram que a votação transcorreu de forma tranquila e organizada, pedindo que os candidatos aguardem a conclusão do processo eleitoral.


