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Leitura: Paranaense relata rotina de 20 dias em bunker ucraniano
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Mundo

Paranaense relata rotina de 20 dias em bunker ucraniano

Carla Fernandes
Última atualização: 11 de junho de 2026 04:33
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Um combatente voluntário do Paraná relatou ter passado cerca de 20 dias em um bunker improvisado perto da linha de frente da guerra na Ucrânia. O homem, que se voluntariou para atuar no conflito, descreveu a escassez de suprimentos, a falta de água e a ameaça constante de drones russos.

O combatente, que nasceu em Cascavel, Paraná, chegou à Ucrânia em fevereiro deste ano com a intenção de atuar como médico de combate, aproveitando sua experiência na Defesa Civil do Paraná. Contudo, sua primeira missão o levou para a infantaria, em uma região perigosa próxima às forças russas, na área de Zaporíjia. Ele detalhou que o abrigo era um buraco escavado no solo, coberto com madeira, lona e terra, sem luz ou conforto.

Segundo o relato, a maior dificuldade não foi o combate direto, mas o abastecimento. O voluntário afirmou que houve períodos de grande privação, como três dias sem água, o que resultou na perda de 10 quilos. Ele comentou que o banho é quase inexistente na linha de frente, chegando a ficar cerca de 40 dias sem tomar banho.

O homem apontou os drones russos como o maior perigo no conflito, dizendo que eles são responsáveis pela maior parte das mortes. Apesar das dificuldades, ele declarou não se arrepender da decisão, mas pretende retornar ao Brasil após o término do contrato de seis meses. O Ministério das Relações Exteriores havia emitido um alerta em junho do ano passado sobre os riscos do alistamento voluntário de brasileiros em guerras estrangeiras.

TAGGED:bunkerConflito militarguerra-ucranialinha-de-frenteparanaensevoluntario
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