A seleção tcheca estreia hoje contra a Coreia do Sul, às 23h (de Brasília), no Estádio de Guadalajara. O país utilizará o nome “Tchéquia”, adotado pela Fifa há quatro anos, em sua dez participação em Copas do Mundo. A mudança marca o fim do uso da alcunha “República Tcheca”, que foi predominante nos anos recentes.
A adoção de “Tchéquia” visa consolidar uma nova identidade internacional para a nação. Antes, o país era conhecido como “Tchecoslováquia”, nome que remete ao vice-campeonato de 1962. A dissolução da Tchecoslováquia em 1992 deu origem à Eslováquia e à República Tcheca.
A disputa pelo nome envolveu o debate entre a forma longa, “República Tcheca”, e a forma curta, “Cesko” (“Tchéquia”). Controvérsias surgiram nos anos 1990, quando a semelhança de “Cesko” com “Cechy” (termo regional) e com “Cheka” (agência soviética) geraram resistência. Um membro do Instituto de Linguagem Tcheca explicou que o uso indiscriminado de “Cechy” impulsionou a defesa do nome “Cesko”.
Em maio de 2016, o governo tcheco solicitou à ONU a inclusão de “Tchéquia” em suas bases de dados. Atualmente, o país volta a Copas após quase duas décadas de ausência, liderado pelo atacante Patrik Schick, com a Coreia do Sul apostando em Son.


