O eleitor independente, que representa 32% do eleitorado, está definindo o cenário político nacional com desconfiança em relação aos principais candidatos. Segundo pesquisa, esse bloco rejeita Lula (59%) e Flávio (64%), focando em questões econômicas e na percepção de corrupção.
A análise do voto independente revela que a desconfiança, e não o ódio, move esse eleitorado. Enquanto a bandeira da corrupção perde força, o eleitorado aponta que o prejuízo em casos como o Banco Master atingiu “todos eles”, segundo 53% dos entrevistados. Além disso, 65% dos independentes acreditam que Flávio tinha conhecimento da corrupção do banqueiro ao solicitar recursos para um filme de família.
Em relação à defesa dos interesses do Brasil, Lula vence Flávio entre os independentes por 41% a 25%. Contudo, a bandeira da pátria é vista como frágil, com 22% dos independentes afirmando que nenhum dos dois defende o país. O Instituto Locomotiva aponta que o brasileiro vota em função do fim do mês, e não do Produto Interno Bruto.
O eleitor independente, portanto, não se alinha a nenhum polo, agindo como um fator de instabilidade no jogo político. O voto desse grupo permanece aberto, e sua decisão pode mudar o rumo das eleições antes de outubro.


