A Copa do Mundo, antes de começar, projeta movimentar bilhões em apostas e pagamentos digitais no Brasil. Esse aumento de transações acende alerta para instituições financeiras, visto que o Pix se consolida como principal meio de pagamento e atrai criminosos.
O fenômeno combina a popularização das apostas esportivas online com a expansão do Pix, que responde por 54,7% das transações financeiras no país, segundo o Banco Central. A consultoria GMattos aponta que 15,3% dos pagamentos de pessoas físicas para empresas via Pix no primeiro semestre de 2025 foram destinados a plataformas de apostas.
O Banco Central estima que os brasileiros movimentem entre 20 bilhões e 30 bilhões de reais por mês em apostas. O mercado é grande, com 56% dos brasileiros não descartando apostar durante a Copa. Entre os que pretendem apostar, 79% já possuem algum tipo de dívida, segundo levantamentos.
Especialistas em prevenção a fraudes indicam que grandes eventos geram oportunidades criminosas devido ao aumento abrupto de transações e ao comportamento impulsivo dos consumidores. Entre os golpes mais comuns estão comprovantes falsos de Pix e engenharia social. Rafaela Helbing, CEO da Data Rudder, afirma que os fraudadores exploram a urgência operacional das empresas.
Para mitigar riscos, especialistas recomendam que as empresas reforcem mecanismos de prevenção antes do torneio. Medidas prioritárias incluem monitoramento em tempo real, análise comportamental dos usuários e validação reforçada de identidade. A segurança, segundo Helbing, deve integrar a estratégia operacional das empresas, pois padrões normais podem mudar durante o evento.

