As taxas de remuneração das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) caíram neste ano, diminuindo o volume de emissões de LCIs. A transformação do mercado exige que o investidor compare os rendimentos isentos com alternativas tributadas de renda fixa.
Um levantamento da Quantum Finance indicou que a remuneração média das LCIs atreladas ao CDI em 12 meses caiu de 94,41% em 2025 para 88,00% em 2026. No caso das LCAs, a queda foi menor, atingindo 88,24% do CDI. A redução reflete a maior seletividade dos bancos na concessão de crédito e a menor demanda no setor imobiliário, segundo a análise.
Para confrontar os papéis isentos com CDBs e Tesouro Direto, analistas recomendam o cálculo do “gross up”, que converte a taxa isenta em uma taxa bruta equivalente. No mercado atual, é possível encontrar LCIs e LCAs pós-fixadas entre 85% e 95% do CDI, e prefixadas em torno de 11% ao ano, conforme consultoria de investimentos.
Além disso, o prazo da aplicação é crucial. Especialistas explicam que, em prazos mais longos, um título tributado pode apresentar retorno superior. Um CDB de três anos, por exemplo, tem o imposto cobrado somente no vencimento, o que pode superar o ganho de um papel isento. Investidores também devem observar a liquidez e o risco de crédito dos emissores.


