Autoridades de saúde monitoram riscos de surtos de doenças infecciosas durante a Copa do Mundo, que ocorre nos Estados Unidos, Canadá e México. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou para a necessidade de atenção especial, com o sarampo liderando as preocupações sanitárias.
A vigilância epidemiológica acompanha hospitais e redes sociais para identificar sinais precoces de surtos em meio à movimentação de milhões de torcedores. O sarampo é o foco principal, pois a doença pode ser transmitida antes do aparecimento dos sintomas. Segundo a OPAS, uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 18 indivíduos não imunizados.
A estratégia de monitoramento inclui a vigilância de águas residuais, que analisa amostras de esgoto em busca de material genético de vírus e bactérias. Relatórios indicaram a circulação de rotavírus, hepatite A e norovírus em algumas regiões dos Estados Unidos. Além disso, autoridades locais testam mosquitos para dengue e chikungunya.
Especialistas afirmam que o risco de transmissão de ebola durante o torneio é baixo. Para reforçar a segurança, a Universidade de Georgetown e a rede hospitalar MedStar criaram um centro de operações que fornece relatórios diários sobre tendências de doenças nas cidades-sede.


