O pedido orçamentário do Pentágono para o ano fiscal de 2027 totaliza 1,5 trilhão de dólares, com 54 bilhões destinados a sistemas autônomos e remotamente operados. Nesse contexto, o Global X Defense Tech ETF (SHLD) acumula cerca de 7,5 bilhões de dólares em ativos, mas seu desempenho tem ficado atrás de índices de defesa focados nos EUA.
O SHLD, um veículo temático focado em drones e munições de permanência, possui grandes participações em empresas como Lockheed Martin (8,4% do fundo), RTX (7,8%) e General Dynamics (7,7%). Contudo, cerca de metade da carteira está fora dos Estados Unidos, incluindo BAE Systems e SAAB, o que gera diluição geográfica.
No ano até o início de junho, o SHLD registrou queda de 1,6%. Em comparação, o iShares U.S. Aerospace & Defense ETF (ITA) subiu 7%, e o SPDR S&P Aerospace & Defense ETF (XAR) subiu 13%. A análise aponta que a exposição internacional e a baixa performance de nomes puros de autonomia, como KTOS, contribuíram para o desempenho inferior do fundo.
Os investidores podem usar o SHLD como uma alocação temática de 3% a 5% para exposição global, mas alternativas como o ITA oferecem exposição puramente americana com taxa de despesa menor, enquanto investidores focados em autonomia podem comprar as empresas diretamente.

