Trabalhadores terceirizados da comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram greve a partir de 15 de junho. A paralisação ocorre caso a Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac) não efetue o pagamento de salários e resolva pendências trabalhistas.
A assembleia geral extraordinária, que contou com mais de 80 empregados, representou mais da metade dos profissionais que atuam na TV Justiça e na Rádio Justiça. Esses serviços são responsáveis pela transmissão de sessões do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pela comunicação da Corte Suprema.
Os profissionais alegam atrasos constantes em salários, férias e auxílio-alimentação. O pagamento referente ao mês de junho, que deveria ter sido depositado em 8 de junho, não foi realizado até 10 de junho. Além disso, os trabalhadores apontam falhas no recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pela Fundac.
O STF declarou em nota que os pagamentos à Fundac ocorreram conforme previsão contratual, mas afirmou que os atrasos salariais são responsabilidade direta da fundação. A Corte informou que os contratos com a entidade estão em fase final de vigência e serão substituídos por novos processos licitatórios.


