A SpaceX estreia na Nasdaq em 12 de junho, em um IPO que visa captar US$ 75 bilhões. A companhia, liderada por Elon Musk, já é precificada acima de US$ 1,7 trilhão. Embora 30% das ações sejam reservadas ao varejo, especialistas alertam que o acesso direto será extremamente difícil para investidores brasileiros.
Para tentar participar do lançamento, os especialistas apontam caminhos com barreiras específicas. O acesso direto ao IPO exige, em geral, que o investidor possua conta em corretora internacional com acesso ao mercado americano. Contudo, mesmo com a conta aberta, a alocação de papéis tende a priorizar grandes bancos e fundos institucionais, tornando a participação do varejo improvável.
A alternativa mais comum e prudente para o investidor brasileiro é aguardar o início das negociações no mercado secundário da Nasdaq. Estrategistas aconselham que a compra após o início das negociações é a via mais acessível. Outra opção é buscar exposição indireta por meio de fundos globais ou ETFs de tecnologia, o que reduz o risco de concentração em uma única empresa.
Existem também estruturas alternativas pré-IPO, como veículos digitais tokenizados, que tentam antecipar a participação. No entanto, o acesso a essas estruturas é restrito a investidores qualificados, apresentando riscos como baixa liquidez e dificuldade na avaliação do preço real da posição.

