A Copa do Mundo de 2026, que começa nesta quinta-feira (11) nos Estados Unidos, México e Canadá, implementará uma estrutura inédita de processamento em estádios. A iniciativa visa reduzir o atraso (delay) entre o lance em campo e a exibição das imagens para o público, melhorando a experiência de milhões de espectadores.
A tecnologia faz parte de um pacote de inovações que será usado nos 16 estádios da competição. A expectativa é que as imagens cheguem às plataformas de exibição em milissegundos, aproximando o streaming das transmissões convencionais. Para isso, a Lenovo montou centros locais de processamento de dados em cada arena.
O sistema opera com o conceito de edge computing, processando as informações perto da origem dos dados, o que diminui etapas e o tempo de exibição. Segundo a empresa, a infraestrutura interna atingiu latência inferior a cinco segundos em ambientes controlados.
A redução do tempo de processamento beneficia também a arbitragem, pois a mesma estrutura será usada para acelerar a análise de lances pelo VAR. Além disso, replays e recursos visuais avançados poderão ser exibidos quase instantaneamente. A Lenovo afirma que a tecnologia pode ser aplicada em ligas nacionais no futuro.

