A Polícia Federal solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a remoção do banqueiro Daniel Vorcaro da carceragem da superintendência em Brasília. O pedido foi feito após a rejeição da segunda proposta de delação premiada apresentada pelo dono do Banco Master.
O banqueiro, suspeito de comandar um esquema de fraudes financeiras que lesou correntistas e investidores, foi inicialmente encaminhado à Penitenciária Federal de Brasília. Após um acordo de confidencialidade em março, ele passou a ficar em cela especial na Superintendência da PF, com acesso diário aos advogados.
A PF rejeitou a segunda proposta de colaboração porque considerou que o material entregue não continha novidades ou elementos de prova suficientes para justificar o avanço do acordo. Os investigadores alegam que o banqueiro não tem controle sobre o Master, liquidado pelo Banco Central em novembro, dificultando a corroboração dos relatos.
O esquema de fraudes no Master resultou em um rombo de cerca de R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A PF e a Procuradoria-Geral da República analisaram a segunda proposta, avaliando que o banqueiro buscou mais se defender do que apontar novos caminhos de investigação.

