A Polícia Federal solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorização para transferir o fundador do Banco Master para um presídio comum. O empresário está detido na Superintendência da PF no Distrito Federal desde 19 de março, cumprindo prisão preventiva na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no sistema bancário.
A solicitação ocorre após a rejeição da segunda proposta de delação premiada do empresário. O novo acordo, apresentado pelo advogado Sérgio Leonardo à PF e à PGR, detalha como o fundador do Banco Master utilizou influência política para fechar acordos bilionários com fundos de previdência de servidores públicos estaduais.
A Operação Compliance Zero, iniciada em novembro de 2025, apura as fraudes na instituição. A investigação passou por diversas fases, incluindo prisões de executivos e bloqueio de valores que ultrapassaram R$ 5,7 bilhões. O caso tramita no STF desde dezembro de 2025, sob a relatoria do ministro André Mendonça.
O empresário foi preso pela primeira vez em 17 de novembro de 2025, quando tentava deixar o país. Em 4 de março de 2026, ele foi preso novamente, segundo a PF, por ter um grupo que intimidava adversários e pagava propina a dois funcionários do Banco Central. A análise da proposta de delação premiada pelo ministro do Supremo deve levar semanas.

