O governo ampliou a cota de arrasto de praia da tainha em Santa Catarina para 430 toneladas, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União. A decisão, baseada em dados científicos e escuta da sociedade, visa compensar a variação de produção do peixe no estado.
A ampliação da cota foi determinada após o Ministério da Pesca e Aquicultura analisar a produção deste ano em comparação com dados históricos. O órgão observou que, dos 25 municípios costeiros, apenas três atingiram o volume de anos anteriores. O litoral norte de Santa Catarina foi o mais afetado, sem registro de produção em 12 dos 14 municípios da região.
Com base na avaliação de estoque e nas diferenças de produção, foram definidas cotas adicionais. O litoral centro-norte recebeu 230 toneladas e o litoral centro-sul recebeu 200 toneladas, estabelecendo uma cota compartimentada para garantir distribuição mais justa do recurso.
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, declarou que a medida se fundamentou em informações técnicas e na colaboração dos pescadores para assegurar a sustentabilidade da pesca. O ministério também informou que o mercado sentiu impactos devido à grande quantidade pescada em algumas áreas, o que gerou queda nos preços e relatos de desperdício.

