A SpaceX protocolou o formulário S1 exigido pela SEC, buscando uma avaliação recorde de US$ 1,75 trilhão. O documento detalha planos ambiciosos para a empresa como companhia de Inteligência Artificial, apesar de registrar perdas de quase US$ 5 bilhões no último ano.
O registro da empresa apresenta projeções de que a SpaceX se tornará uma companhia de IA, após fusão com outra empresa do CEO. Segundo o documento, a companhia planeja lançar data centers de IA no espaço a partir de 2028. Contudo, o próprio IPO aponta riscos, afirmando que “as condições do espaço em tal infraestrutura de IA não foram testadas”.
A empresa alega um mercado endereçável de IA de US$ 26,5 trilhões, em contraste com o mercado de lançamento espacial e conectividade Starlink, que estima em US$ 2 trilhões. O IPO também menciona riscos de danos reputacionais e legais, incluindo conteúdo potencialmente explícito e desinformação.
O lançamento das ações prevê 30% das cotas para investidores de varejo, um percentual considerado alto. Analistas apontam que essa disposição reflete a crença em figuras de liderança, como o CEO, em vez de apenas nos fundamentos da empresa. O CEO tem histórico de previsões ousadas, o que gera debate entre especialistas financeiros.

