Autoridades investigam o tráfico de marfim após um homem tentar vender uma coleção online, que segundo parecer técnico envolveu a morte de entre dez e doze elefantes. A ação de fiscais ambientais, policiais e alfândega resultou na apreensão do material.
O caso expõe o comércio ilegal de marfim, um problema contínuo no qual, segundo o especialista Jaroslav Hyjánek, são abatidos anualmente entre dez e quinze mil elefantes. O homem que detinha a coleção, avaliada em meio milhão de coroas, decidiu vendê-la por um servidor de internet em 2024.
A investigação, conduzida pelo Generální ředitelství cel, apurou que os produtos foram feitos com a carne de animais. O homem, que não foi o responsável pelo abate, trabalhou legalmente na África do Sul nos anos noventa e posteriormente na Nigéria, conforme declarou a porta-voz da instituição.
O órgão de controle afirmou que o indivíduo será penalizado financeiramente pelo caso, que já se arrasta há dois anos. Hyjánek comentou que pesquisas com isótopos, elementos presentes no marfim, ajudam a rastrear a origem do contrabando, mesmo que haja alegações de legalidade.

