O capital destinado a startups na América Latina tornou-se mais seletivo e híbrido, buscando empresas que unem inovação a eficiência e aplicabilidade real. Segundo Eduardo Libano, superintendente de negócios tech do Itaú BBA, o mercado passou a valorizar negócios com potencial de ganho concreto, além de incorporar a inteligência artificial em suas avaliações.
Libano declarou que o capital se tornou mais ‘adulto’, focando em soluções que geram eficiência e aplicabilidade prática, distanciando-se da dependência exclusiva do venture capital tradicional. As fontes de financiamento hoje incluem M&A estratégico, private equity, investidores estrangeiros e corporate venture capital, tornando o cenário mais diversificado e estruturado.
A aplicabilidade é a palavra-chave para atrair recursos, segundo o executivo. Investidores procuram negócios que resolvam problemas reais com uso tecnológico e potencial de escala, citando empresas como Mercado Livre, iFood, VTEX e Pmweb como exemplos de sucesso regional. A inteligência artificial também se centralizou nessa análise, favorecendo companhias que a integram às ofertas aos clientes.
Olhando para o futuro, Libano apontou que a infraestrutura pode ser uma tese de investimento mais relevante para a região. Ele afirmou que a América Latina pode ganhar protagonismo ao atrair investimentos em data centers, energia, regulação e governança, elementos cruciais para sustentar a transformação impulsionada pela IA.

