Uma servidora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi promovida na nova gestão, apesar de ter avaliado acordos que permitiram descontos ilegais de aposentados e pensionistas durante o governo anterior.
A servidora coordenou o Grupo de Trabalho responsável pela fiscalização dos acordos de desconto de mensalidades associativas. Na gestão anterior, ela opinou favoravelmente à assinatura de contratos com a Ambec e a AAPB. Segundo relatórios, ela assinou estudos que concluíram pela “viabilidade técnica” dessas entidades, mesmo com fragilidades apontadas em auditorias.
A Ambec, por exemplo, foi citada por possuir capacidade técnica para operacionalizar o acordo, conforme declaração da própria entidade. Já a AAPB registrou mais de 46 mil supostos associados sem termos de adesão assinados, mas o acordo recebeu manifestação favorável de técnicos do INSS, incluindo a servidora.
A nova presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, promoveu a funcionária, que antes perdeu o cargo de confiança após o escândalo de 2023. Atualmente, ela é coordenadora-geral de atendimento e gerencia o orçamento operacional das agências do país.

