A Polícia Civil prendeu a secretária de Saúde e o superintendente de Atenção à Saúde de Palmas em junho, durante investigação sobre a terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A operação apura suspeitas de fraude em contrato firmado com a entidade filantrópica Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, no valor de R$ 139 milhões.
A contratação, realizada em março de 2026, ocorreu sem licitação e previa a gestão dos serviços de saúde pela entidade filantrópica. Em abril, o Tribunal de Justiça suspendeu a terceirização, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o contrato vigente em junho, alegando risco ao atendimento.
A investigação da Polícia Civil aponta indícios de direcionamento da contratação e falsidade ideológica no processo administrativo. A prisão da secretária de Saúde foi decretada para conveniência da instrução criminal, enquanto a do superintendente foi fundamentada na garantia da ordem pública.
A Prefeitura de Palmas informou que acompanha o caso e aguarda acesso aos autos para se manifestar. A entidade contratada negou envolvimento na operação e afirmou que não está sendo investigada.

