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Leitura: Autor defende casamento como antídoto contra namoro efêmero
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Cultura

Autor defende casamento como antídoto contra namoro efêmero

Carla Fernandes
Última atualização: 13 de junho de 2026 09:26
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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O autor critica o namoro contemporâneo, que ele descreve como um estágio de transição perpétua e mercantilizado, e propõe a reabilitação do casamento como a única saída para a neurose social atual.

A modernidade transformou os relacionamentos em extensões do mercado de consumo, onde o indivíduo é rebaixado a mercadoria ou status em redes sociais. Os aplicativos de relacionamento reforçam a ideia de satisfação imediata, fazendo com que o namoro se torne uma condição e não um estágio. Sem compromisso de futuro, o relacionamento se torna um refúgio para quem evita a responsabilidade moral.

Em contrapartida, o autor defende o casamento como uma instituição trágica e redentora. Ele explica que o matrimônio exige que o indivíduo saia da autocomplacência, assumindo o compromisso de permanecer apesar das dificuldades. Segundo Pedro Henrique Alves, “o matrimônio não é a morte do amor, mas a sua passagem da infância para a maturidade”.

A família tradicional é vista como o tijolo fundamental da civilização. Celebrar o afeto sem uma estrutura de sustentação é considerado uma tolice romântica. A verdadeira contracultura, aponta o texto, é a promessa cumprida e a permanência, simbolizada pelo ato de pedir alguém em casamento.

TAGGED:casamentocompromissoculturanamoroRelacionamentossociologia
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