A imprensa alerta que o enfraquecimento da fiscalização do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para agilizar a análise de pedidos pode ampliar despesas indevidas e comprometer o controle dos gastos públicos no Brasil.
A medida, criticada pelo editorial, é vista como uma iniciativa de cunho eleitoreiro. A orientação atual do governo é acelerar a concessão de benefícios para reduzir a fila de espera no Instituto Nacional do Seguro Social, em vez de focar na revisão de pagamentos suspeitos. A imprensa afirma que essa estratégia tende a produzir o efeito contrário ao combate ao desperdício em programas sociais.
O contingente de beneficiários do BPC cresceu 25% após 2022, atingindo mais de 5,1 milhões de pessoas. Estima-se que haja cerca de R$ 14 bilhões por ano em despesas indevidas relacionadas ao benefício. Os gastos com o programa alcançaram R$ 127 bilhões em 2025, o que representa 1% do Produto Interno Bruto (PIB).
O editorial observa que falhas nas perícias e o fato de beneficiários deixarem de se enquadrar no critério de renda após a concessão contribuem para as irregularidades. Embora o governo projete economia, a imprensa aponta que revisões de benefícios já concedidos têm sido reagendadas para depois de janeiro.

