A Copa do Mundo de 2026 contará com seleções que representam territórios sem passaporte próprio, como Escócia e Curaçao. Esses países fazem parte de nações maiores, o Reino Unido e a Holanda, respectivamente, mas disputam o torneio de forma independente por exceções previstas no estatuto da FIFA.
A Escócia, um dos quatro países constituintes do Reino Unido, se classificou para o torneio e enfrentará o Brasil na fase de grupos. A possibilidade de disputa independente existe porque o estatuto da FIFA prevê uma exceção especial para o Reino Unido, reconhecido como país criador do futebol. Segundo o editor de Internacional, Diego Pavão, o direito de jogar separadamente decorre dessa condição histórica.
O caso de Curaçao, ilha caribenha constituinte da Holanda, baseia-se em outro artigo de exceção. A participação independente foi concedida após a Holanda autorizar formalmente o território. Pavão explicou que Curaçao tocará seu hino local, escrito em papiamento, durante as partidas.
O editor comparou a situação com a Espanha, afirmando que o país não concederia autorização para a Catalunha jogar separadamente, pois isso poderia intensificar o movimento separatista local. A condição para a participação independente da Escócia foi estabelecida historicamente, visto que a Federação de Futebol da Escócia é anterior à própria FIFA.

