O Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN-RS) celebrou 25 anos de atuação no Rio Grande do Sul em 12 de junho. A solenidade, realizada no CREMERS, reuniu profissionais e gestores para reconhecer conquistas e discutir os desafios futuros do diagnóstico precoce em recém-nascidos.
Desde sua criação em 1999, o SRTN-RS realizou mais de 2,5 milhões de triagens. O serviço garantiu diagnóstico precoce para mais de 2,6 mil crianças com doenças raras e congênitas, assegurando acompanhamento e tratamento oportunos. A coordenadora do serviço, Vivian Spôde Coutinho, afirmou que novos avanços estão previstos, incluindo a inclusão da atrofia muscular espinhal e das imunodeficiências primárias no rol de doenças rastreadas.
Durante o evento, especialistas reforçaram a importância do trabalho integrado. A médica Rita de Cássia Silveira, representando entidades de pediatria, declarou que o diagnóstico precoce só funciona com acesso às terapias adequadas. Ela alertou para a desigualdade no país e defendeu o compromisso dos gestores em garantir qualidade de vida.
O modelo gaúcho é considerado referência nacional por combinar rede laboratorial estruturada e acompanhamento clínico especializado. Especialistas também apontaram que o diagnóstico precoce gera benefícios econômicos ao reduzir internações e tratamentos de alto custo para o sistema público.

