Entidades do agronegócio alertam para impactos negativos na produção rural com a proposta de fim constitucional da escala de trabalho 6×1. Segundo a Abisolo, a legislação rígida ignora as dinâmicas próprias da agricultura, como janelas de plantio e colheita.
Clorialdo Roberto Levrero, do conselho deliberativo da Abisolo, afirmou que o trabalho agrícola possui particularidades que não podem ser ignoradas por uma lei uniforme. Ele explicou que prazos curtos, como os de plantio da soja, exigem que o produtor atue em períodos específicos para não afetar a produtividade final.
O representante também apontou que a cadeia de insumos é afetada, citando equipamentos industriais que operam continuamente, cujo desligamento gera custos altos de recuperação. A Abisolo defende a modernização da legislação trabalhista, mas sem desconsiderar as realidades de cada segmento econômico.
A entidade mencionou um manifesto da Fiesc, que reúne 90% da economia brasileira, defendendo que a mudança deve ser construída em conjunto com todos os setores e incluir um período de transição adequado, criticando a radicalidade da proposta em prazo curto.

