Um economista calculou que apenas 4% do montante gerado pelas medidas eleitoreiras do governo Luiz Inácio Lula da Silva será computado nas regras fiscais. Os cálculos mostram que a maior parte do impulso fiscal extra terá efeito negativo sobre a dívida pública.
Marcos Mendes, economista do Insper, afirmou que quase todo o impulso fiscal dribla as regras impostas ao governo no início do mandato. Segundo o especialista, cada centavo dos R$ 215 bilhões de impulso fiscal extra, calculado apenas com as medidas do Executivo, terá impacto negativo no indicador da dívida pública.
O efeito negativo se repetirá com as medidas que tramitam no Legislativo, totalizando R$ 217 bilhões, caso sejam aprovadas. Mendes declarou que não há motivos para ilusões sobre o impacto financeiro das ações.

